Um Encontro Mágico

Meu primeiro livro infantil, publicado em 2019 pela Lurinha Editorial, está em campanha no catarse!

Lançado em Outubro de 2019, já vendeu 140 cópias

Agora quero que o livro chegue mais longe! Nas mãos de crianças que dificilmente teriam acesso.

Minha inspiração foi o Projeto Despertar criado pela TAG Experiências Literárias. Nos anos de 2017, 2018 e 2019 eles doaram caixinhas com livros e mimos para crianças de diversas ONGs pelo Brasil todo.

Minha campanha COMPRE E DOE UM ENCONTRO MÁGICO funciona da seguinte forma.

Você escolhe entre três valores para apoiar:

R$10 – Seu nome aparece nos agradecimentos a serem postados aqui no blog e no meu instagram. Esse valor ajuda a custear os fretes e o deslocamento para as instituições contempladas.

R$20 – UM livro é doado para uma criança.

R$40 – UM livro é doado para uma criança e UM livro é enviado para sua casa com frente incluso.

Meu livro custou R$14 cada um para ser produzido e impresso. Aqui no site ele era vendido por R$33 com frete incluso. Por isso, os valores da campanha estão super acessíveis.

Ao final da campanha os apoiadores indicarão sua escola ou instituição para receber os livros.

No 2º semestre de 2021 farei a entrega no local, com autógrafos e bate-papo com as crianças!

Na página do Catarse você pode encontrar mais informações e o vídeo mostrando alguns trechos do livro.

Eu acredito que a literatura é capaz de transformar nossa vida. Um livro é um mundo e a leitura nos humaniza, nos inclui, nos acolhe, nos permite suspender um pouco a realidade às vezes tão difícil.

Levar um livro para as mãos de cada criança é uma conquista imensa e transformadora!

Vem comigo nessa?

Clica na imagem pra ir direto para a página da campanha que abrirá em uma nova aba

O que incomoda quando olhamos para a infância?

Recentemente – como tem sido praxe na internet dos nossos tempos – houve uma grande mobilização e polêmica em torno de vídeo com crianças em festa de aniversário.

Lembrei-me, naquele momento, de um texto que escrevi no verão de 2019. Fui atrás dele. Quero partilhar com vocês porque algumas reflexões que reencontrei ali fazem sentido ainda. Mas, antes, deixe-me explicar de onde vem meu olhar.

Trabalhei quase dez anos diariamente com crianças pequenas. O que mais busquei nesse tempo foi a capacidade de observar e intervir o menos possível – Ah, e bater papo com os pequenos! Que eu adoro até hoje. Conviver com crianças pequenas, se estivermos dispostos e cientes do possível desconforto, é poesia e filosofia em forma bruta. Conseguir ouvir, acolher e vivenciar suas percepções, movimentos, desejos é de uma riqueza que, acredito, nenhuma experiência no mundo te dá. Mas, exige um enorme deslocamento. Estar de fato com uma criança demanda sairmos do nosso lugar, jeito de ver, de pensar, e abrir-se.

Voltar pra infância pode doer. Eu sei, agora todo mundo fica falando da tal criança interior e se já temos alguma resistência, dessensibilizamos para o assunto. Olhar a infância incomoda porque dói. “Mas eu tive uma ótima infância, eu não tenho traumas”. Não falo de infância destruída. A dureza disso não consigo mensurar. A questão é que há um inevitável confronto entre o mundo visto da perspectiva da criança e o mundo factual em que nós vivemos. As coisas que machucam, frustram, desconfortam uma criança nós não lembramos mais. Normalmente está no tipo de coisa à que os adultos respondem: “mas que bobagem!” ou “não foi nada!”. Para a criança, via de regra, é algo bem significativo. E pode ser que seja para ela e não para outra criança. O incrível livro “Quando eu voltar a ser criança” de Janusz Korczak consegue nos carregar de volta à essas perspectivas que já perdemos.

Crescer dói. Fomos bebês, estivemos entregues ao que bem fizessem com a gente. Fomos bem pequenos, não deu pra fazer tudo que desejávamos. Podia ser “bobo” como não poder dormir na casa de uma amiga, ter feito xixi na calça, apagar uma vela. Costumamos partir da ideia de que o “trauma” fica porque os adultos não souberam intervir. Sim, falamos isso porque, infelizmente, são gerações carregando diversas “bagunças emocionais”. Mas, o que eu quero dizer aqui é que pode até ser que uma criança conviva apenas com adultos equilibrados. Isso não a deixa imune a frustrações! Pelo simples fato de que, a dimensão daquele evento para ela, a maneira com que ela sentiu, ouviu, percebeu o que aconteceu e as intervenções posteriores nós não conseguimos dominar.

Por isso, o convite que as crianças nos fazem – apenas por serem crianças – é tão enriquecedor. Porque elas tem “o mapa da mina” mesmo sem saberem. Elas vão nos levar onde dói apenas por estarmos com elas. Sem dúvida são conteúdos inconscientes, porque na consciência já aprendemos a nomear como bobagem e “minha infância foi ótima”. O livro “O Drama da Criança Bem-dotada” da Alice Miller pode ajudar a entender melhor isso.

Daí a infância ser tão incômoda. Porque é capaz de trazer à tona nossas sombras mais bem guardadas. Reagimos das mais diferentes maneiras. Tá tudo certo sentir raiva de uma criança pequena. Tá errado despejar a raiva em cima dela. Mas tá tudo certo com os nossos sentimentos, todos que aparecem quando estamos com uma criança. Até mesmo a negação de todos eles e a pressa em “civilizar os pequenos selvagens”. O incômodo é sermos capazes de não apontar o dedo para a infância. De nos darmos conta que ali residem indivíduos muito além de nossas dores e projeções. Seres sem responsabilidade alguma com nossas frustrações, temores e vontade de controlar. Indivíduos vivenciando um longo e complexo desenvolvimento biológico, psíquico, social e por aí vai.

Dia desses compartilhei uma frase que dizia que olhar para a infância era revolucionário. De fato, acredito que, no dia em que as crianças estiverem em paz a humanidade caminhará numa direção totalmente nova.

Amanhã compartilho o texto que escrevi no verão de 2019, a partir de uma cena observada na beira da praia.

Obs: a foto destacada nesse post mostra parte das crianças que frequentavam minha primeira creche. Uma delas eu tenho muito clara na memória. Ela me empurrou do escorregador quando eu estava sentada lá em cima. Rolei até chegar esborrachada no chão. Lembro de ir chorando até as professoras e elas dizerem “não foi nada”. Lembro que não doía tanto fisicamente. Mas sim, a raiva que eu sentia. Eu era bem menor do que a menina. Essas são as “pequenas” coisas da infância que ficam. Se eu não acolher essa Bruna pequena, sozinha e com raiva, ela vai aparecer. Quer eu queira, ou não.

A idade das mães

Fala-se muito que as mulheres hoje em dia tem filhos “mais velhas”. Enquanto professora cheguei a ouvir de alguns pais: “sabe como é, somos pais velhos”.

Onde ficou estabelecido idade pra ser mãe? Que vozes dizem que o ideal é ser mãe na faixa dos vinte anos? Que estaremos secas e estragadas depois dos 35; que filhos de “pais velhos” são mal educados, mimados?

Tive a Luíza com 33 anos, minha mãe teve a primeira filha com 22. Como seria se eu tivesse a Luíza lá em 2009? Cursando Pedagogia. Saindo de uma depressão.

O discurso hegemônico vai dizer que somos uma geração de fracos que não quer passar trabalho. Bom era o tempo em que se fazia malabarismo pedalando bicicletinha de uma roda em cima da corda bamba sobre um tanque de tubarões. Em benefício de quem?

O mesmo discurso que ecoa entre nós dizendo que é preciso “ter pique” pra ser mãe. Seria exaustivo ser mãe? Seria solitário? O famoso discurso de que tudo é MIMIMI. Bom era aquele tempo. Os anos 80? Em que a licença maternidade era de 60 dias? Pena que inventaram esse feminismo, né?

As mães jovens dos anos 80 foram vantajosas para o sistema. A baixíssimo custo elas mantinham os homens trabalhadores limpos, bem vestidos, alimentados, assim como os futuros trabalhadores, frequentando a escola bem uniformizados, asseados, alimentados. Ainda é assim, para muitas mulheres. Pior ainda para as marginalizadas que muitas vezes tornam-se a única rede de apoio das mulheres que são parte do sistema.

Não é sobre a idade. É sobre escolhas conscientes. Nossos úteros não vão explodir com 40 anos. Estamos cada dia mais munidas de melhores informações para gestar, parir e educar crianças. Estamos nos questionando sobre exaustão materna, paternidade consciente, agressões às crianças.

Quem sabe aí esteja o maior problema, o que o sistema hegemônico detesta. Por que ainda é tão difícil olhar a infância? Porque precisaremos olhar para as mulheres, depois para o tempo, depois para a inutilidade das coisas. Aí o sistema todinho está fadado a se repensar.

Honro todas as mulheres que me antecederam e todas as que me acompanham na vida hoje. As que não tiveram escolha, as que estavam exaustas, as que foram mães jovens, as que não foram, as que não queriam ter sido. As que desejam, mas não conseguem, as que jamais serão mães de crianças, as que gestam ideais, que maternam transformação, que parem sonhos.

Amo todas, simplesmente porque são mulheres.

PÉS DESCALÇOS, CRIATIVIDADE

Essa semana entrei em uma loja de sapatos para crianças. Sempre achei estranho o fato de colocarmos calçados em seres que não caminham. A vendedora aproximou-se e perguntou quanto a Luíza “calçava” – minha filha estava sem meias nesse momento pois agora aprendeu a arrancar as benditas. Ri, dizendo que nem fazia ideia. A menina já me olhava com estranhamento. Chutou 16 ou 17, tentou enfiar o pé da Luíza. Eu, achando a maior graça. Fiquei correndo o olhar pela loja enquanto a menina tentava socar o pé da Luíza naquela forma. A moça já contrariada, disse: ela fica com o pé dobrado, não coloca o pé todo dentro do sapato.

No caso ela é um bebê e não devia fazer ideia do porquê alguém tentava colocar o pé dela naquela “caixinha”. Perguntei se não tinha algo mais molenga, de pano, sei lá. “Tem isso aqui” ela disse quase me atirando uma espécie de botinha de Neoprene. Então, veio a frase: Tu tem que acostumar ela com sapato, se não nunca vai usar.

Ah! Logo pra quem ela disse isso!

Gentilmente respondi: então vai ser como eu, que quase não usei sapatos porque nasci com os pés deformados, usei gesso e bota ortopédica. Chego em casa e a primeira coisa que faço é tirar o calçado!

Coitada. Ficou meio tensa. E contrariada também. Não falei com a intenção de constrangê-la. Eu realmente estava “de brincadeira” dentro daquela loja. Peguei meu caminho pra rua.

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Hoje fomos na pediatra, na saída passamos por uma senhora. Ela estava acompanhada de uma menina de uns 10 anos. “Gritou” essa frase: Olha o bebê! Pobrezinho, sem meia!

Sério, fazia muito tempo que eu não ficava extremamente p…. com alguém. Parei a caminhada me voltei em direção à ela e gritei de volta “mas tu é louca?!”. Mastiguei muitas frases depois disso.

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Tem alguma coisa na minha história que fala de pés. E é tão forte que fui procurar minha botinha de gesso para fotografar e percebi as sapatilhas de ballet ao lado. Gravei muitos pés para o curta “A Teia e o Ponto”. Tenho nervoso de ficar calçada muito tempo. Deve ser falta de terra no mapa astral.

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Sei que essa semana falei com jovens de 9º ano e esse assunto desdobrou-se em uma bela reflexão.

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Usei essa foto numa apresentação que fiz sobre criatividade para jovens essa semana. A ideia era falar sobre criatividade como uma habilidade que pode ser desenvolvida, uma inteligência necessária para os nossos tempos. Conversamos sobre profissão, carreira, escolhas. No lugar de usar o slide “quem sou eu” e uma tentativa de currículo, coloquei essa foto e prometi que no final explicava. Eu ia falar sobre estar aberto ao erro, que não existe criação, inovação se você está preocupado em acertar. Seria hipócrita não me colocar no jogo. Eu mesma, que já vinha há meses pensando em como me apresentar profissionalmente. Eu que não tenho os diplomas acadêmicos pra me legitimar.

Descobrir nosso cerne, informar o que somos, mais do que aquilo que fazemos, é difícil sem os “selos do Inmetro”. O medo que temos da autonomia, da criatividade, da inovação é medo de “dar errado”, de não sermos validados por ninguém.

Passei minha vida de educadora acreditando até os ossos no currículo subjetivo. Na trajetória que cada um é capaz de construir. Se eu desejo saber, vou saber. Existe uma potência nesse movimento que nos ensinaram a esquecer. Então, como não me dei conta de que fiz isso comigo mesma?!

Disse pra eles que não faço ideia dos desafios que vão enfrentar. Não temos como saber que empregos eles terão, o que vai dar certo, quem vai ser bem sucedido. Escolher uma faculdade não é garantia de absolutamente nada. A própria ideia de precisar escolher entre mente ou coração é um paradigma velho. Dá pra andar de pés descalços e às vezes de sapato. Somos capazes de fluir entre as possibilidades. Isso é criatividade, é resolução de problemas.

Sugeri muitos livros, cursos livres, falas do TED, filmes. Há muitas formas de aprender, nuances e jeitos de expressar quem somos. A força que acreditamos ser necessária para “ensinar” alguém é energia desperdiçada. Aquele ser-humano é potente para achar seu próprio caminho, com os próprios pés.

Concluí minha fala e voltei a imagem. Contei minha história de vida “sem sapatos”. Essa menina descalça no meio do restaurante, imersa nas próprias invenções. Essa sou eu. Eu sou contadora de histórias. Ainda que não estivesse consciente, sempre fui. Com o ônus e o bônus. Vivendo a agonia de todas as histórias guardadas em mim, sofrendo com as fantasias sobre a realidade ao invés de criar de forma saudável. Acreditando, sonhando e inventando jeito. O que parece que não deu certo, as escolhas que pareciam sem sentido, as decisões polêmicas, os cursos, os lugares, as pessoas. Tudo existiu para que, um dia, eu pudesse ver o que eu faço e sentir que ali tem muito do que eu sou.

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Ps: Tá começando hoje, lá no meu instagram @ajornadadaescritora

11 dias de criatividade!

Junto com os alunos do 9º do Colégio Santíssima Trindade de Cruz Alta vou lançar uma proposta de criação por dia!

Participa por lá e libera tua mente!

Três conchadas de galinha

Adorei quando me enviaram o link da reportagem no whats. Eu não acompanho mais os canais da TV aberta, por isso não poderia ter assistido sem o recurso do compartilhar. Eu sorri quando terminou o vídeo, encantada com aquela amizade tão “pé no chão”. Em seguida me dei conta da proporção que estaria tomando, tudo veiculado pela RBS. Como tudo isso chegaria nas pessoas? O que será que cada um pensava, nas suas casas, na hora do almoço, sobre o almoço daqueles guris, naquela escola?

Será que nos damos conta de que adentramos ali toda uma vida, uma cultura que nos escapa? E não digo com isso para pensarmos em uma divisão maniqueísta, simplória, de periferias e zonas centrais. Ri-me, ao ver o repórter que criou aquela “documentação” dos bastidores da conversa de whatsapp. Como ele falava e falava. Perguntando-respondendo aos meninos, parecia fazer um esforço de fazer-se entender. Supondo que ali não encontraria bons interlocutores?

A própria reportagem em si era um retrato dessas muitas vidas na cidade, ainda que não se propusesse a ser isso. Aquele repórter sentado em um refeitório de uma escola pública, aqueles meninos repetindo as mesmas coisas ao microfone (imaginei se um deles não pensava “afinal de contas o que esse cara quer que eu responda?”). O que poderia ser engraçado em muitas casas de Porto Alegre naquele meio dia, era vida. E a graça que aquela comunidade estaria achando ao ver sua própria vida no Jornal do Almoço certamente era de outra ordem. Com o que se divertiam os portoalegrenses? O que exatamente tornou aquele áudio tão ímpar, para chegar a ser reportagem? A linguagem? A situação? Caímos de paraquedas naquela escola e para o quê mesmo estávamos olhando?

Era de comida que falava-se. É de comida que ainda precisamos falar? Ainda estamos falando dessa escola, em que o conteúdo mais prazeroso do dia é o que chega ao final do turno? Eu não desconheço ou desmereço o fato de que precisamos insistir no básico, de que ainda falamos de escolas que existem como sustento da vida, para que alguém simplesmente não morra de fome. Não tenho como saber se era o caso daqueles meninos, daqui do meu outro mundo me pareceu que não era. Mas, quando chegamos estrangeiros-passageiros ali, quantos pensaram que poderia ser? Que a situação de alguma daquelas crianças “no fundo” da tela seria potencialmente a da fome? É doloroso para mim que ainda seja sobre isso que falamos em educação.

No entanto, ainda que eu tenha pendurado minhas chuteiras, me pergunto e me pergunto: Ainda estamos falando dessa escola, em que o conteúdo mais prazeroso do dia é o que chega ao final do turno? E se podemos transpor os muros daquele prédio específico e adentramos outros muros, os conteúdos prazerosos não seriam ainda e de novo qualquer respiro entre o lanche e o recreio? Entre a cantina e os degraus das escadas? No olhar do outro, no que ele tem pra me dizer das coisas do seu viver.

Que lindos aqueles meninos na reportagem. Que belos seres humanos. Aquela lista saborosa de ingredientes. O desejo visceral de repetir o prato. A amizade viva e crua, de quem sabe o que é mesmo importante. De quem tem o outro no cuidar de si mesmo. As pessoas que cozinharam, felizes pela partilha do prazer da comida. Nutrir, encher o outro de um amor muito prático. Estar em torno da mesa, olhar nos olhos, aprender nos gestos. Quantos tem essa possibilidade? Como tocar o território do outro com consciência de si, sem perder-se nas fronteiras do desconhecido? Como alimentar-se dos saberes querendo sempre mais “três conchadas”? Pois eles querem! O que mesmo temos a ensinar que não seja isso?

*a imagem destacada está em https://pt.wikipedia.org/wiki/Escola_prim%C3%A1ria